"O gol mais bonito da minha carreira foi o que fiz em um Londrina x Grêmio Maringá, em 1977. Arranquei da meia-lua e fui até o gol adversário. Realmente foi um golaço", lembra o ex-zagueiro.
Na Gávea, Marinho fez parte de um excelente time que tinha a seguinte formação, em 1982: Raul, Leandro, Marinho, Figueiredo e Júnior; Andrade, Adílio e Zico; Tita, Nunes e Lico.
"Sinto muita falta da galera do Mengão. Aquilo não existe! Até hoje, quando vou ao Maracanã, sou reconhecido", recorda o orgulhoso Marinho.
Com a camisa rubro-negra, Marinho fez 218 jogos (123 vitórias, 57 empates, 38 derrotas) e marcou um único gol, contra o Atlético Mineiro, na primeira fase da Libertadores de 1981. "Se perdêssemos, estaríamos eliminados. Marquei no finzinho, de cabeça, e empatei a partida(2x2)", revela Marinho.
Ele ficou na Gávea de 1980 a 84 e ajudou o Fla em importantes conquistas. "Foram muitos títulos pelo Flamengo. Ganhamos o Carioca de 81, três Brasileiros (1980, 82 e 83), além da Libertadores e do Mundial, em 1981. Mas a partida que não me sai da cabeça é aquela contra o Atlético (MG), na final do Brasileiro de 80. Eles tinham um timaço, vencemos por 3 a 2, mas quase sofremos o empate no fim. Foi um jogão”, relembra com saudades o ex-zagueiro.
Marinho também atuou pelo São Paulo. Foi reserva no Morumbi durante quase um ano. Sua passagem pelo Tricolor foi em 1977, anterior à sua presença marcante na Gávea. Com a camisa são-paulina, Marinho atuou em apenas cinco partidas (2 vitórias, 2 empates, 1 derrota), não marcou nenhum gol, mas fez parte do grupo que conquistou o Brasileirão daquele ano.
Antes de encerrar a carreira atuou em equipes de menor expressão, como Arapongas, Umuarama e Galo Bravo, de Centenário do Sul (PR).
Casado com Dona Ilza, Marinho tem dois filhos: Rebecca e Mário Caetano Neto, o Neto, que faz parte do elenco profissional do Londrina EC, também atuando como zagueiro.
"Somos uma família de boleiros. Eu era pintor antes de virar jogador e disse para minha mãe, Dona Maria Dourada (já falecida), que ela ainda iria me ver jogando no Maracanã. Ela me olhou meio desconfiada, mas não deu outra”, lembra o sorridente Marinho, que é irmão do falecido goleiro Mauro, do Londrina EC (Mauro disputou a épica partida em que o Tubarão venceu o Vasco por 2 a 0 - gols de Carlos Alberto Garcia e Brandão -, em São Januário, no maior público que o estádio já recebeu).
Como um bom saudoso ex-boleiro, Marinho guarda ainda algumas relíquias, como a medalha de campeão do mundo pelo Fla e camisas de equipes como Juventus (trocada com Cabrini, campeão do mundo pela seleção italiana, em 82) e Milan (conseguida com ninguém menos do que Franco Baresi). "Mas meu xodó mesmo é a camisa 3 que usei no Flamengo, com malha toda furadinha. Essa não vendo nem por um milhão", dispara o ex-zagueiro.
por Rogério Micheletti e Rodrigo Linhares / Fontes de consulta: Almanaque do São Paulo - Alexandre da Costa / Almanaque do Flamengo - Roberto Assaf e Clóvis Martins. / colaborou o leitor Jorge Junior
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